sábado, 19 de março de 2011

Alegria imunda vs. a alegria divina


O tema desta pregação foi escolhido pelos internautas, que optaram pelo tema: “A alegria do mundo vs. a alegria em Deus”.

A verdadeira alegria está em Deus. O Senhor faz as coisas boas, porque Ele é belo, perfeito e maravilhoso, por isso a nossa alegria está em nos aproximar d’Ele.
‘Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus Nosso Senhor’ (Romanos 6, 23).

Hoje, 90% dos presos são jovens; os traficantes morrem geralmente com 30 anos, porque o salário do pecado é a morte. Não pode haver alegria no pecado.

Existe uma diferença entre o prazer e alegria, prazer é a satisfação da carne; e alegria é a satisfação da alma. O prazer quando passa deixa gosto de morte; e a alegria deixa o gosto de vida. Existem prazeres que são bons desde que você não desvirtue as coisas; é muito bom sentar à mesa e se alimentar bem, e bater um bom papo com seus amigos é um prazer lícito. Da mesma forma, o desejo da relação sexual dentro do matrimônio é um prazer lícito.

O mal é o abuso daquilo que é bom. Se nós abusamos do bem, se abusamos da comida, da bebida, do sexo fora do casamento, tudo isso se torna mau. O sexo dentro do plano de Deus é lindo, mas se o tiramos dentro do plano divino, ele pode ser causa de adultério, de doenças.

A Igreja nos ensina os 7 pecados capitais: gula, avareza, luxúria, ira, melancolia, preguiça, vaidade, orgulho. São vícios que nos levam à morte. Por outro lado, há 7 virtudes que podem combater esses pecados. Contra a soberba a humildade; contra a ganância o despreendimento; contra a luxuria a castidade; contra a gula o autocontrole; contra a preguiça a vontade de trabalhar; contra a ira a paciência. Nos pecados nós encontramos o caminho da morte; nas virtudes encontramos o caminho de paz.

‘Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. O que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna’ (Gálatas 6,8).

Não cansemos de fazer o bem, porque depois o colhermos, São Paulo nos diz que façamos o bem. Há um ditado popular que diz assim: “Fazer o bem sem olhar a quem”. É fácil fazer o bem para quem eu amo, é fácil e gostoso. Mas será que é fácil fazer o bem para quem não gosto?

A exigência mais difícil da nossa fé é perdoar o nosso inimigo. Há um tempo ouvi uma história de Dona Ana Maria, que foi assaltada na sua casa e o assaltante matou o seu filho de 18 anos. E essa mulher perdoou ao assassino a ponto de toda semana ir até o Carandiru [lugar onde o assassino cumpria pena em São Paulo] para falar de Deus ao assassino de seu filho, e este disse, em lágrimas, a essa senhora: “Se eu conhecesse esse Deus que você me apresentou, eu não mataria seu filho”. Isso é Cristianismo! A verdadeira alegria nasce de fazer o bem; quanto mais bem você faz às pessoas, mais será feliz.

Fazer o bem faz bem, fazer o bem cura, nós precisamos exercitar as virtudes e renunciar aos vícios.

O pior pecado que existe é a soberba, pois ele tem muitos filhos: o orgulho, a prepotência, autosuficiência, entre outros. Mas a Palavra de Deus nos ensina ‘os humilhados serão exaltados e os exultados serão humilhados’. A virtude da humildade nos traz paz e alegria. Santa Terezinha dizia: ‘Eu quero o último lugar, porque ninguém briga por ele.’

O pecado é como uma isca que pega o peixe, o peixe é atraído pela isca, mas ali naquela isca exsite o anzol que o [peixe] pega e possibilita a retirada dele da água. É assim que o pecado acontece na nossa vida; é assim o adultério: primeiramente vem o prazer, mas depois você sente que “por trás da isca está o anzol”. O pecado quando passa em nossa vida deixa o gosto de morte. O pecado é perfumado e se apresenta a você na hora da sua fragilidade. Cuidado! Santo Augostinho dizia: ‘A sua tristeza são os seus pecados; deixe que a santidade seja sua alegria’.

Não admita construir a sua casa na areia, mas, construa-a na rocha, que é Jesus Cristo. Digo aos jovens: não construam sua casa em outro alicerce que não seja Jesus Cristo. Se você constrói em outro alicerce a casa vai cair. Aos 18 anos optei por construir a minha casa em Cristo, e como sou feliz! Não me arrependo, porque quanto mais caminho com Deus, tanto mais vontade eu tenho em ser d’Ele.

Hoje não importa se você está na prostituição ou na droga, Deus não fecha as portas para você. Não se desespere se seu pecado for grande, porque a misericórdia de Deus é para o pecador.

Eu posso dizer que construí minha casa na rocha, construí minha juventude, o meu namoro e meu casamento na rocha de Jesus Critos. Tenho muitos anos de casado, tenho 6 filhos, e netos e sou muito feliz. Não sou feliz porque estudei Física e fiz mestrado, sou feliz porque na minha fraqueza segui Jesus.

Não existe melhor vontade do que a vontade de Deus! Não siga sua vontade, pois a nossa vontade é fraca. Ser feliz é estar na vontade de Deus. Não basta dizer: Deixe a tristeza do pecado e venha viver a alegria das virtudes. Eu lhe dou a receita: Vigie e ore.

Os pecados entram pela janelas da alma, que são os sentidos, então feche os olhos, a boca, as mãos, se você sabe que se ver algumas cenas vai levá-lo à masturbação. Feche os olhos se for necessário. Não brinque com as ocasiões de pecado. Porque a ocasião faz o ladrão.

Meus irmãos, nós homens casados somos tentados na nossa sexualidade pela TV, Rádio, etc, por isso, se sabemos que algo vai nos fazer mal, fechemos os olhos, os ouvidos, fujamos, indo à Santa Missa, rezando um rosário.

Se você quer ser um homem, uma mulher, um pai, uma mãe, um jovem de Deus: Vigie e ore!
Prof. Felipe Aquino
Filed under: Formação humana — Prof. Felipe Aquino at 9:40 pm on sexta-feira, março 4, 2011
[Transcrição e adaptação: Elcka Torres]

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