segunda-feira, 21 de março de 2011

22 de março - Dia Mundial da Água - Os 10 mandamentos da água: a criação geme em dores do parto


A Igreja Católica desenvolve a Campanha da Fraternidade com o tema do meio ambiente.A ONU escreveu, em 1993, a Declaração Universal dos Direitos da Água.

Parece esquisito a água ter direitos! Mas o objetivo é de cuidar e preservar a água. Parece que temos muita água. Mas a água potável é muito escassa no planeta.

Água salgada. A água salgada, dos mares, corresponde a 97% da água do planeta, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais.

Água das geleiras. 1,75% é gelo.

Água para beber. Somente 1,25% da água do planeta Terra está em rios subterrâneos, escondidos e podem ser utilizados para beber.

A situação é crítica: seis bilhões de pessoas para utilizar 1,25%. 

Eu lavo carro, calçadas ? Eu fico muito tempo no banho? Eu deixo as luzes acesas sem estar no cômodo? Eu jogo lixo na rua? Eu jogo lixo no rio? O esgoto da minha casa vai para a rua ou para o rio ? Eu deixo a torneira da pia aberta enquanto lavo a louça? Eu escovo os dentes com a torneira jorrando?

Todas essas ações causam desperdício de água e prejudicam o meio ambiente e podem ter como consequência o racionamenro de água, no futuro. 

 Devemos economizar para não faltar. Se cada um fizer a sua parte, melhor para todos.

A Declaração Universal dos Direitos da Água declara que a água é seiva do nosso planeta e condição essencial da vida na terra.                 Confira os artigos: 
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos. 
Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem. ]
Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia. 
Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. 
Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. 
Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. 
Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. 
Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

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