segunda-feira, 28 de março de 2011

18.000 sites de pornografia infantil


Identificados mais de 18 mil sites na Net com pornografia infantil

15.03.2011 - Jornal de Notícias - Portugal

A organização britânica Internet Watch Foundation identificou no ano passado mais de 18 mil endereços e domínios na Internet com conteúdo sexual envolvendo crianças, conforme o relatório anual publicado esta terça-feira.

A Internet Watch Foundation (IWF), constituída em 1996, colaborou no último ano com diversas empresas activas na Internet para aumentar a eficácia do combate à pornografia infantil e afirma ter conseguido "reduzir dramaticamente" o tempo que as páginas em que são detectados conteúdos sexuais com crianças ficam activas.

"Os resultados mostram uma redução dramática no tempo que estas imagens criminosas permanecem activas, de cerca de um mês há um ano atrás a uma média de 12 dias, independentemente do local no mundo onde as páginas estão alojadas", refere um comunicado da organização.

No total, 16.739 páginas e 1.351 domínios foram identificados em 41 países como contendo pornografia infantil, com a grande maioria alojada na Europa e Rússia (41%) e na América do Norte (42%).
Dos domínios, as terminações .com, .ry, .jp, .net, .es e .org são as mais frequentes nos endereços que contêm as imagens.

Das crianças que aparecem nestas imagens, quer fotográficas quer vídeo, "73%" aparentam ter menos de dez anos.
Segundo a IWF, 65,6% das imagens de encontros sexuais entre adultos e menores incluem "violação e tortura" das crianças.

As imagens foram aparecendo quer em páginas comerciais de pornografia infantil quer em ficheiros individuais isolados.

A IWF identificou no ano passado 715 fontes individuais - "marcas" ou páginas com endereço registado - que fornecem imagens sexuais com crianças, ligadas entre si para facilitar formas de pagamento, publicidade e registo de utilizadores.

Com parcerias com empresas como a Google, Facebook, Paypal, BBC ou AOL, a IWF elabora constantemente uma lista de páginas identificadas como contendo pornografia infantil, classificados como "a bloquear", que partilha com vários países e autoridades policiais pelo mundo.

Às empresas fornecedoras de Internet cabe a última decisão sobre o bloqueio das páginas.

Nenhum comentário: