quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Bebês e mães mais felizes, com menos riscos de mortalidade para ambos

A matéria publicada no sitio da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo mostra que a redução da mortalidade de bebês em gestação ou de recém-nascidos caiu 25%, de 18,5 para 13,8 bebês por mil, entre os anos de 2000 e 2009.

76,1% das gestantes passaram por 7 consultas durante a gestação, o que resultou na redução dos riscos para o bebê e para a mulher.

Os dados estatísticos confirmam o estudo do IBGE, já publicado no post "Aborto: defender a vida humana é ser progressista." Repito aqui:
Falta de assistência médica. O IBGE, no estudo “Nascimentos no Brasil: o que dizem as informações ?”, indica que a falta de assistência médica é a principal causa dos abortos. Diz o documento; “O acesso à assistência pré-natal é considerado uma condição sine qua non que a gestação transcorra sem problemas tanto para a mãe quanto para o filho, ou, pelo menos, que haja um acompanhamento médico para as situações de risco. Alguns estudos mostram que a maioria das mortes por causas maternas são evitáveis, se ações que objetivam a qualidade da assistência perinatal e o acesso aos serviços de saúde da gestante forem tomadas (BRASIL...,1997; ALMEIDA; BARROS,2005).” Acrescenta: “A avaliação por Unidades da Federação para o ano de 2006 mostra as desigualdades regionais, no que se refere à assistência pré-natal. Enquanto em São Paulo e no Paraná o total de nascidos vivos cujas mães realizaram sete ou mais consultas foi superior a 70%, no Amapá essa proporção não atingiu 25%.” O essencial é dar assistência médica, psicológica e material para todas as gestantes, desde a fecundação, com pelo menos sete consultas, para manter as vidas das crianças e das mulheres.

A seguir a publicação dos resultados pela Secretaria da Saúde:

Mortes de recém-nascidos atingem menor nível da história em SP
As mortes bebês em gestação ou de recém-nascidos no Estado de São Paulo atingiram o menor índice da história. É o que aponta o mais recente balanço da Secretaria de Estado da Saúde, produzido em parceria com a Fundação Seade.
Segundo o novo boletim, a taxa de mortalidade perinatal, que se refere aos óbitos fetais a partir da 22ª semana de gestação (quando o peso do nascimento é de cerca de 500 gramas) até sete dias completos após o nascimento caiu 25% em 10 anos no Estado. O índice, que era de 18,5 por mil nascidos vivos e nascidos mortos no ano 2000, passou para 13,8 em 2009. Isto significa uma vida salva a cada quatro gestações ou nascimento, na comparação com o início da década, ou 4,7 mil vidas salvas neste período.
A mortalidade perinatal vem caindo gradualmente no Estado, com estabilidade em alguns anos. A comparação, neste caso, deve ser entre longos períodos, assim como na mortalidade infantil.
Em 2001 o índice foi de 17,7. Em 2002, 17,4. Em 2003, 15,7. Em 2004, 15,8. Em 2005 a taxa passou para 14,5. Em 2006, 14,4. Em 2007 e 2008 o índice ficou em 14,0, caindo para 13,8 no ano seguinte.
A taxa de mortalidade perinatal é considerada um importante indicador de saúde pública, uma vez que com a acentuada queda na mortalidade entre o período de sete dias e o primeiro ano de vida, cerca de metade das mortes infantis concentram-se na primeira semana após o nascimento.
Em relação aos valores de 2000 houve queda na mortalidade perinatal em todas as regiões de saúde do Estado. As maiores diminuições foram observadas nas regiões de São José do Rio Preto, Grande São Paulo e Bauru.
Ainda segundo o levantamento, a redução da mortalidade perinatal no Estado pode ser atribuída, principalmente, à queda do número de óbitos considerados reduzíveis por diagnóstico e tratamento precoces de doença ou por adequada atenção ao parto, além de medidas de controle da gravidez.
“Os dados apontam a correção das políticas públicas de saúde que São Paulo vem adotando. O desafio, agora, é aprimorar este indicador e suprir eventuais carências regionais, proporcionando suporte para que os municípios possam aperfeiçoar cada vez mais a assistência à gestante, ao parto e aos recém-nascidos”, diz Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.
Nos últimos três anos, a Secretaria adotou o Advanced Life Support in Obstetrics, idealizado pela American Academy of Family Phisicians e ministrado no país pela Also Brasil, com objetivo de qualificar médicos e enfermeiras-obstetras para o atendimento de emergências obstétricas. Também houve treinamento específico de pediatras da rede pública, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria, com enfoque em reanimação neonatal.
A assistência às gestantes também vem sendo aperfeiçoada ao longo dos anos. Levantamento da Secretaria aponta que 76,1% das grávidas do Estado de São Paulo passam por pelo menos sete consultas de pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde, superando o mínimo de seis atendimentos recomendados pelo Ministério da Saúde e o de quatro estabelecidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
Essa cobertura, referente a 2008 (último ano disponível) é 41% superior ao registrado no ano 2000, quando 53,8% das gestantes recebiam pelo menos 7 consultas de pré-natal no Estado.
A redução da mortalidade perinatal no Estado e por região

Valores em porcentagem(%)
Índices por mil nascidos vivos + nascidos mortos
Autoria: Assessoria de Imprensa - 17/02/11

Concluindo. A questão do aborto se resume na melhoria da assistência médica às gestantes, desde o momento da fecundação. Se a mulher for assistida e passar por todos os exames médicos, ela e seu bebê terão os riscos reduzidos e serão mais felizes. A sociedade será mais feliz porque não precisará carregar o peso dos assassinatos dos seres humanos em gestação.

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