quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A vida contra a morte

Caríssimos Irmãos em Cristo,

Muitas pessoas não entenderam o Movimento em Defesa da vida que fizemos e continuaremos fazendo.
A época das eleições é propícia para debater os problemas nacionais.
A preservação da vida é um problema nacional.
Existe um projeto de liberação do aborto no Brasil, que vem sendo defendido, há muito tempo matar seres humanos indefesos, no útero de suas mães, antes deles chegarem à luz, é problema nacional e assassinato. As pessoas que defendem o aborto devem se apresentar e justificar essa opção. Quem apóia o aborto deve votar em candidatos com esse projeto.
Os leigos católicos, os religiosos, os padres, os evangélicos, todas as religiões têm o direito de defender sua Doutrina e sua Moral.
Muita gente confundiu. O Papa Bento XVI não confundiu. Tanto que aprovou a campanha contra o aborto.
A candidata Dilma Rousseff e sua Coligação me acusaram, no Tribunal Superior Eleitoral, de Brasília, de ter falsificado o documento da CNBB-Regional SUL-1.
A Igreja Católica estava usando o seu direito de defender o Evangelho e a Moral Cristã, e continuará a fazê-lo.
O Papa Bento XVI vem alertando o Mundo sobre o relativismo. No caso das eleições, se uma pessoa é cristã e obedece os Mandamentos da Lei de Deus, ela não pode apoiar candidatos com projetos de liberação da aborto. O cristão não pode relativizar e aprovar atitudes e ações que são contra a sua fé e a Doutrina Cristã.
A defesa apresentada pelos advogados da Diocese de Guarulhos mostra como os direitos da Igreja Católica foram violados.
O Ministério Público Eleitoral Federal também entendeu que os direitos da Igreja Católica foram violados.
A vida é o maior bem que temos. Deus nos deu a vida e só Ele pode nos tirá-la. Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. A vida humana pertence a Deus. O ser humano e suas leis terrenas não podem mudar isso. Nenhuma lei, nenhum plebiscitos, nenhum partido, nenhum grupo de pessoas pode decidir quem vai morrer e quem vai nascer.
A campanha em favor da vida, que se iniciou há muito tempo, vai continuar.
O projeto de lei para liberação do aborto foi derrotado na Câmara Federal, nas Comissões de Saúde e Seguridade Social e de Constituição e Justiça. Os defensores da vida pensavam que o assunto estaria encerrado. Porém, o Governo editou o PNDH-3, ressuscitando o projeto de liberação do aborto. E, no dia 04 de outubro, um dia após a eleição do primeiro turno, o Governo
fez convênio, publicado no Diário Oficial da União, para prosseguir no
caminho da liberação do aborto.
Os católicos que votaram nesse projeto serão responsáveis, como os eleitos por eles, pelas mortes das crianças indefesas que forem retiradas, geralmente de maneira violenta, dos úteros de suas mães e atiradas no esgoto, como se nada fossem além de dejetos.
A luta pela vida dos indefesos, contra a morte, continuará.
Guarulhos, 09 de novembro de 2010.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos.

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