quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"Mata-crianças: 'mulheres pelo direito de assassinar as crianças'

ARQUIDIOCESE DO MÉXICO ACUSA GRUPOS FEMINISTAS PRÓ-ABORTO


Cidade do México, 28 mar (RV) – A Arquidiocese Primaz do México acusou os grupos feministas que apóiam a legalização do aborto de serem protagonistas da morte e defensores do massacre de crianças não-nascidas, e os qualificou de "mata-crianças".

O diretor da Comunicação Social da Arquidiocese, Hugo Valdemar Romero, criticou os grupos de mulheres pró-aborto que farão uma manifestação nesta quinta-feira para apoiar o projeto de lei A ser discutido na Assembléia Legislativa do Distrito Federal no dia 12 de abril.

Segundo o Sistema Informativo da Arquidiocese da Cidade do México, a manifestação pró-vida realizada domingo passado foi coroada de êxito. "Fizemos uma marcha pela vida", disse Romero referindo-se à jornada de domingo, quando milhares de católicos saíram às ruas para rezar e protestar contra a possibilidade de tal lei ser aprovada. O responsável indicou que os cristãos, de maneira espontânea e não "forçados", mostraram um rechaço total à legalização do aborto.

Romero destacou que a pretensão agora dos "grupúsculos feministas" é fazer uma marcha pela morte. "Nós fizemos uma marcha para defender os não-nascidos, elas vão fazer uma marcha para matar os bebês e as crianças".

"Encabeçamos nossa peregrinação com a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe que leva em seu ventre a Jesus, elas certamente levarão à frente a Santa Morte porque são protagonistas da morte, do homicídio, do holocausto do massacre dos não-nascidos, elas lutam pela carnificina cruel, espantosa, injusta que é o aborto", defendeu.

Romero assegurou que "longe de defender os direitos da mulher, com suas ações, estes grupos mostram um complexo de inferioridade terrível e o enorme ódio que têm pelo seu gênero". 



E disse ainda: "Uma mulher que ama uma mãe que vai dar à luz não convida para que mate o seu filho, somente uma mulher que odeia a outra pode incitar ao assassinato de seu próprio filho. Elas querem que a mulher não aceite sua maternidade."

Segundo Romero é "muito possível que estas mulheres têm em seu histórico pessoal um aborto e querem justificar sua ação fazendo com que outras mulheres cometam o mesmo ato imoral" e chamou de "perverso" ao grupo de Mulheres Católicas pelo Direito a Decidir.

Para Romero estas "não são católicas e seria melhor que se chamassem 'mulheres pelo direito de assassinar as crianças', ou as 'mata-crianças', já que são intolerantes e não entendem que no México a maioria das mulheres pensa o contrário daquilo que elas estão defendendo". (MZ)

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