quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Direito à vida


*Publicado na Folha Diocesana de Guarulhos, março de 2010, página 3

É inconteste o fato que, quanto maior ou mais desenvolvida for uma comunidade, seja ela internacional, nacional, regional e mesmo familiar, é também maior a exigência de leis e normas que regulam relacionamento entre os membros dessas comunidades. Assim, temos leis ou normas humanas civis e até mesmo religiosas que são legítimas porque visam, em última análise, o Bem Comum.

Entretanto, é também indiscutível a existência de leis que independem da vontade humana, de toda e qualquer autoridade civil ou mesmo religiosa, por mais elevado e importante que seja o poder que possuam. Tais leis são de direito positivo ou naturais que decorrem da própria essência dos seres criados, inclusive do homem. Imagine-se que alguma autoridade revogasse (ou quisesse revogar) a lei da gravidade...seria séria candidata ao manicômio.

Este nosso artigo vem a propósito do triste Decreto assinado pelo Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva dia 21 de dezembro último em que pretende legitimar a prática do aborto, a união de pessoas do mesmo sexo, a permissão para esses “casais” adotarem crianças, como se fossem filhos, entre outras “beldades”

Várias entidades, inclusive a CNBB já protestaram contra essas barbaridades, aliás reprovadas até mesmo por políticos da sustentação do Governo.

O Senhor Presidente chegou a declarar em outra oportunidade “pessoalmente sou contra o aborto; como presidente sou a favor, por se tratar de saúde pública (o grifo é nosso).
Pois bem, existem leis que de maneira alguma estão sujeitas a qualquer autoridade humana por m ais elevada que seja, pois atingem a essênc ia dos seres inclusive o homem.

Que entende o Senhor Presidente “por saúde pública”? Matar covardemente seres humanos inermes e incapazes de se defenderem? Isso é promover saúde pública?

O verdadeiro cristão não pode apoiar pessoas ou políticos que, valendo-se indevida e criminosamente de seus cargos defendem tais enormidades.

Nossa consciência de Bispo Diocesano de Guarulhos, responsável pela orientação do rebanho a nós confiado não nos permite silenciar em relação a esse assunto.

Conclamamos, pois, os cristão e católicos que se prezam de o serem, que cuidem de, em eleições, darem seu voto somente àqueles que corajosamente defendem a vida a partir de sua concepção e não se escondem vergonhosamente atrás do anonimato.
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo diocesano de Guarulhos

Nenhum comentário: